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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Após pressão, leite longa vida volta a subir



Num movimento ascendente desde novembro do ano passado, os preços do leite longa vida devem se manter em alta nos próximos meses, preveem analistas e a indústria. O consumo do produto, que cresceu menos do que o previsto em 2009, também deve voltar a avançar este ano.
Entre dezembro e janeiro, o preço do leite longa vida no atacado subiu 8,8%, para R$ 1,48 o litro. No varejo, a alta no período foi mais modesta, de 1,2%, para R$ 1,60 o litro, mostra levantamento da Scot Consultoria.
A razão para a valorização é o consumo mais aquecido depois de um ano de crise internacional e uma oferta de matéria-prima mais ajustada à demanda em decorrência do recuo da captação de leite em algumas bacias leiteiras do país.
"Não há falta nem abundância de matéria-prima, mas as indústrias tentam garantir seus fornecedores", afirma Nilson Muniz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV). Segundo ele, indústrias já pagam R$ 0,10 a mais pelo leite ao produtor entregue em janeiro nas principais bacias. Pagando mais pela matéria-prima, os laticínios repassam para seus clientes, o varejo.
O último levantamento da Scot, referente ao leite entregue à indústria em dezembro e pago em janeiro, mostra que a pressão sobre a cotação ao produtor já é menor com a queda na captação de leite. Na média nacional, o preço ficou em R$ 0,618 por litro, redução de 0,96% sobre o mês anterior.
Laércio Barbosa, diretor da Laticínios Jussara, observa que o pico da produção de leite no país foi em novembro passado, mas já houve queda na captação em dezembro e janeiro. Com esse quadro, os estoques das indústrias também estão mais baixos. "Houve antecipação da safra no ano passado porque choveu mais cedo. Em agosto, já havia mais oferta e os preços ao produtor caíram", comenta. E foram os preços em queda que acabaram desestimulando o aumento da produção de leite por pecuaristas no país em 2009.
A expectativa da indústria de longa vida é de que os preços no atacado subam 20% considerando o período entre o início de janeiro até o fim deste mês. "A demanda está firme, até porque os preços ao consumidor estão mais baixos do que há cinco meses", comenta Nilson Muniz. "O consumo melhora porque há uma recuperação da economia", acrescenta Rafael Ribeiro, analista da Scot. Para ele, podem ocorrer novas altas do longa vida no atacado e também no varejo.
Barbosa, da Jussara, afirma que os preços praticados pelas indústrias hoje já variam entre R$ 1,50 e R$ 1,70 por litro.
"O que está havendo é uma recuperação dos preços após um período de queda", argumenta Muniz, diretor da ABLV.
No ano passado, o consumo de leite longa vida no país cresceu entre 3% e 3,5%, estima a ABLV, alcançando 5,5 bilhões de litros. A previsão inicial era avançar entre 4% e 5%, mas isso não se concretizou porque a oferta de matéria-prima (leite cru para processamento) ficou estável na casa dos 28 bilhões de litros, explica o diretor-executivo da associação.
"Quando há grande produção, o setor que absorve [o excedente] é o do leite longa vida", diz.
Para este ano, a ABLV volta a estimar crescimento de 4% a 5% na demanda por leite longa vida. O produto já representa 76% do total do leite fluido de consumo no país e movimentou R$ 9 bilhões no ano passado.

Fonte: SEAGRI-BA

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

REUNIÃO DO COMITÊ GESTOR DA OVINOCAPRINOCULTURA DE CORTE DA BACIA DO JACUÍPE

Data: 19/11/09

Endereço: Salão de Reuniões STTR – Riachão do Jacuipe

Objetivo: Encontro das Equipes de Trabalho do Projeto de Caprinos e Ovinos

Nº. de Participantes: 19

Registro dos Relatos: Ronaldo Carlos Borges Leite – Consultor SEBRAE

1 - Participantes:
Participaram da reunião os representantes da ADAB, EBDA, SEBRAE, REPARTE, SICOOB Sertão, ASCCOB, Rede Procapri, STTR de Pé de Serra, Representante da Secretaria de Agricultura do Município de Pintadas.

2 - Pauta executada:

  • 09:00h – Abertura
  • 09:30h – Apresentação das Representações e Esclarecimentos
  • 09:50h – Organização de Grupos;
  • 11:00h – Apresentação de Propostas dos Grupos;
  • 11:30h – Encaminhamentos e Encerramento;
  • 12:30h – Almoço de financiamento próprio;

Após a realização de breves comentários sobre o andamento do Projeto, apresentação dos participantes e definição da metodologia de trabalho, os grupos se organizaram para debate e apresentação de propostas.

3 - ENCAMINHAMENTOS E SUGESTÕES:

    3.1 - ASSISTÊNCIA TÉCNICA

    3.1.1 - Agência de Desenvolvimento Agropecuário da Bahia

    O representante da ADAB, senhor Mario Wilson Falcão afirmou que a instituição pode contribuir com ações de Educação Sanitária, porém necessita de confirmação da coordenação regional. Possíveis ações a serem desenvolvidas pela ADAB:

      • Realização de palestras, 01 em cada município da Rede Procapri;
      • Participação de Dias de Campo relacionado a área de atuação ADAB;
      • Apoio educacional na realização de feiras locais de animais, antes de acontecer à feira e durante o processo;
      • Participação das ações para serem desenvolvidas conjuntamente com a Equipe de Ater.

      1. - REPARTE

    O representante, senhor Marcos Pitangueira assumiu o compromisso de articular os técnicos e as instituições APAEB, MOC, Centro Comunitário, APPJ e STRRs para participarem do debate sobre o projeto. Ao final, foi agendada uma reunião para o dia 24 em Feira de Santana na Pousada Central.

      1. – EBDA – Empresa Bahiana de Desenvolvimento Agrícola

    A equipe da EBDA presente, afirma sobre a sua tarefa em desenvolver as ações do Sertão Produtivo no território do Jacuípe. As atividades desenvolvidas pela Entidade já contempla em parte o Projeto de caprinos e ovinos no território da Bacia, porém irão pressionar a integração com os outros técnicos do Projeto. Possíveis ações a serem desenvolvidas pela EBDA

        • Realização de Dia de Campo (tentando viabilizar apoio técnico e recursos financeiros);
        • Realizar ações que possam multiplicar os recursos, em vista da participação de outras entidades;
        • Participar do processo de integração dos técnicos da EBDA com as outras entidades que também desejam ofertar técnicos para realização do serviço;

      1. – SEBRAE e EBDA

    Atender ao convite da REPARTE para esclarecer sobre o Projeto de Caprinos e Ovinos do Território da Bacia do Jacuipe junto aos parceiros da Reparte no Território.

    Local: Pousada Central, Feira de Santana – Data: 24/11/2009 às 11:00h

      1. – SEBRAE e Rede Procapri

    Encaminhar para todos os Parceiros a cópia do Projeto via E-mail, bem como, relatórios e contatos.

3.2 - CRÉDITO

    3.2.1 – ASCOOB

    O representante da ASCOOB, Clodoaldo da Silva Jorge em conjunto com o Siccob Sertão, Robeval Carneiro Rios, enfatizaram sobre a parceria das entidades com o BNB e Banco do Brasil na operacional do micro crédito produtivo, PRONAF investimento e outras modalidades.

    Lançou a Proposta para que a equipe de ATER do Projeto Caprinos e Ovinos possa continuar a articular os produtores no objetivo de levantar as demandas sobre Crédito. Assim a ASCOOB poderia estar atendendo a demanda dentro do trabalho que já realiza hoje no território. Possíveis ações a serem desenvolvidas pela em parceria:

    • Disponibilizar informações e ações relacionadas à operacionalização do Crédito;
    • Ampliar as ações do Programa Mais alimentos, podendo melhorar o acesso com a participação técnica;
    • Continuar a ampliar a parceria com a EBDA na emissão de DAP, facilitando o processo de análise das propostas conjuntamente com as entidades envolvidas.
    • Articular reunião com os Agentes de Crédito, Banco do Brasil e Banco do Nordeste;
    • Definir a operacionalização com Instituições, EBDA e agentes financeiros

    4.2 - Proposta de Organização do Comitê Gestor

5 – CRONOGRAMA

DESCRIÇÃO DE ATIVIDADES DATA RESPONSÁVEIS
Participação do Comitê na Reunião da REPARTE Inicio (48 horas)

24-11-2009

Ronaldo Borges - SEBRAE

Ruy - EBDA

Envio de documentos aos parceiros: Relatórios; 23-11-2009 Ronaldo Carlos Borges Leite - SEBRAE
Propostas de crédito; 27-11-2009 ASCOOB, Clodoaldo da Silva Jorge.
Propostas operacionais de planejamento para 2010. 25-11-2009 Todos os integrantes do Comitê Gestor
Convite para última reunião anual do Comitê Gestor para formulação de proposta efetiva de ações para 2010. 30-11-2009

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura e Feira da Cadeia Apícola

CAMARA SETORIAL DO LEITE - BAHIA

Câmara setorial do leite deve melhorar produção na Bahia

Foto: ASCOM/SEAGRI
Fazer com que a produção do leite seja competitiva, com resultados satisfatórios para os produtores, e colocar no mercado produtos de qualidade e com sanidade. Esses são alguns dos objetivos da Câmara Setorial do Leite, instalada no dia 23/04/2009, pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Seagri, no auditório da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, ADAB, O ato foi presidido pelo secretário da Agricultura, Roberto Muniz, menos de uma semana depois da criação da Câmara Setorial do Cacau do Estado da Bahia.

A Bahia tem o terceiro rebanho leiteiro do país, mas é o sétimo em produção, por causa da baixa produtividade dos animais. Para o secretário Roberto Muniz, este é um grande desafio a ser vencido, o que passa pela melhoria genética do rebanho, a oferta de mais alimentos para o gado e estabilizar o preço do leite. Roberto Muniz informou que “estamos discutindo com os agentes financeiros, (BNB, BB e Desenbahia), uma linha de crédito para a cadeia do leite, e devemos lançar um projeto para implantar 100 tanques de resfriamento na Bahia”.

A criação da Câmara foi festejada pelo presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia, Faeb, João Martins da Silva. “A Câmara vai coordenar ações de governo no sentido de que a Bahia se torne auto-suficiente no leite. Vai fazer com que o produtor de leite seja competitivo, com o uso de novas tecnologias e técnicas atuais, em igualdade de condições outros centros produtores do País”, destacou o presidente da Faeb.

CONTROLE DE QUALIDADE

Segundo o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, as ações da agência ratificam o trabalho do órgão no Estado, principalmente nas atividades de supervisão dos estabelecimentos que comercializam leite, no combate aos laticínios clandestinos, intenso trabalho de educação sanitária, bem como na fomentação e implantação de novos laticínios para beneficiamento do leite. “A meta é, através do programa de certificação de propriedades realizada pela Adab, buscar o reconhecimento de estado livre de Tuberculose e Brucelose, doenças que podem ser transmitidas pela ingestão de leite contaminado ou sem inspeção”, concluiu o Peixoto.

A câmara setorial tem também o objetivo de definir os caminhos do leite na Bahia e propor políticas públicas que contribuam para tornar o estado auto-suficiente na produção do leite e buscar soluções neste ramo, como a melhoria genética, certificação, acesso do produtor ao crédito, criação de novas linhas de financiamento e prazos para pagamento, além da geração de emprego e renda.

Para o secretário da Agricultura, Roberto Muniz, existe a real necessidade de melhorar a organização da cadeia produtiva do leite. “A secretaria avança com a criação da Câmara Setorial do Leite. É importante reafirmar a capacidade da Seagri em ser uma articuladora das ações da agropecuária do estado”, afirma Muniz.

Segmento

O Estado da Bahia é o maior produtor de leite no Nordeste, com 911 milhões de litros/ano em 2007, e terceiro rebanho de pecuária do leite do país, sétimo produtor nacional, tendo uma média de produtividade de leite/vaca/dia com 3,5 litros.

Essa produção, no entanto, ainda é insuficiente, uma vez que o consumo interno é estimado em 1,5 bilhões de litros/ano. As principais bacias leiteiras do Estado da Bahia estão localizadas nos Territórios de Identidade do Extremo Sul, Itapetinga, Litoral Sul, Médio Rio de Contas, Portal do Sertão e Vitória da Conquista. Na Bahia, 80% dos produtores de leite são classificados como pequenos. A grande dispersão territorial dos estabelecimentos, aliada à precariedade dos meios de transporte, resultam em altas perdas e custo de frete elevado.

“A instalação dessa câmara vem responder ao segmento lácteo no Estado, dando prosseguimento ao levantamento das demandas do setor e a possibilidade da discussão e da implantação de uma política especifica para a criação da cadeia do leite”, afirma o secretário Roberto Muniz.


Fonte:
Josalto Alves/SEAGRI – DRT-Ba 931
Elaine Cunha/SEAGRI – DRT Ba 2301
Welder França/ ADAB

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pintadas (BA) terá o 1º Abatedouro Administrado por uma cooperativa

ASN - Agência Sebrae de Notícias - DF
15/07/2008 - 11:19
Pintadas (BA) terá o 1º abatedouro administrado por uma cooperativa.

Pequenos criadores esperam conseguir melhores preços pelos caprinos e ovinos da região.
Adelmo Borges
Maria Guadalupe
Abatedouro em Pintadas (BA)

Os 64 integrantes da Cooperativa Agroindustrial de Pintadas, município localizado a 255 km de Salvador, estão animados com o início da capacitação da mão-de-obra que vai atuar no abatedouro local de ovinocaprinos. A unidade, a primeira administrada na Bahia por uma cooperativa, tem todos os equipamentos instalados e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) já fez a vistoria e liberou o SIE (Serviço de Inspeção Estadual) para que o equipamento possa funcionar. Só faltava o treinamento do pessoal, a cargo do Senai, que já aconteceu. Ou seja, está tudo pronto, falta apenas a inspeção final do Estado.
Segundo o presidente da cooperativa, Diomécio Juvêncio dos Santos, 43 anos, quando estiver em pleno funcionamento a unidade vai abater cerca de 100 animais/dia de toda a Bacia do Jacuípe, formada pelos seguintes municípios: Pintadas, Ipirá, Pé de Serra, Capela do Alto Alegre, Várzea da Roça, Baixa Grande e Nova Fátima. “Além disso, pretendemos integrar outras cooperativas e prestar serviço de abate”, ressalta Diomécio, lembrando que no total são 18 mil cabeças e a intenção é atender inicialmente os mercados de Salvador e Feira de Santana.
Apesar de a carne de ovinocaprino ser saudável, com baixo teor de gordura, muitos consumidores resistem em consumi-la por não ter certificação. “Cerca de 80% do abate feito na região é de origem clandestina”, afirma o presidente da cooperativa, destacando que o abatedouro terá ainda um setor para abate de bovinos, que deve ficar pronto ainda este ano.
A construção do abatedouro é fruto da articulação das várias redes sociais que existem no município, que tem cerca de 10 mil habitantes. Diomécio informa que as discussões começaram em 1989, quando foi construído um pequeno abatedouro de ovinocaprino na cidade. Como não obedecia as normas da Vigilância Sanitária, foi desativado e em 2005 a Disop, uma organização não-governamental belgo-brasileira, juntamente com a prefeitura e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), financiaram a construção do abatedouro e do caminhão frigorífico. “Depois buscamos a parceria do Governo do Estado e do Sebrae, que passou a atuar na capacitação para gestão e acesso a mercado”, destaca Diomécio.
Produtores têm assistência técnica:
Em paralelo ao processo de implantação do abate, técnicos estão fazendo um levantamento do rebanho para conhecer e orientar os produtores da região. Segundo o veterinário Hugo Dultra Gordiano, 27, coordenador técnico da Agtec (Assistência Gerencial Tecnológica), que atua junto com mais 10 técnicos em agropecuária, já foram cadastradas 159 propriedades, mas a meta é atingir todas as 400 fazendas dos sete municípios da Bacia do Jacuípe.
“Com os dados sobre o rebanho, o tipo de pastagem e o manejo, vamos poder dar uma assistência gerencial adequada ao criador, que vai aprender a controlar o fluxo de caixa, a taxa de desfrute do rebanho, peso ao desmame, entre outros fatores”, destaca Hugo, lembrando que no início o técnico vai fazer as atividades junto com o produtor e depois ele mesmo vai administrar a própria
propriedade.
O coordenador estadual da área de ovinocaprinocultura pelo Sebrae, Robério Araújo, explica que a Agtec foi viabilizada graças a uma articulação institucional entre a Secretaria da Agricultura do Estado e Sebrae. A iniciativa atende cerca de 1200 produtores no Estado em três regiões: Juazeiro, Pintadas e Jussara.
“É uma forma de integração entre o produtor e a agroindústria”, destaca Robério, lembrando que a Bahia tem dois outros frigoríficos de ovinocaprino particulares, um em Feira de Santana e outro em Jequié, além de um terceiro em Barreiras, que funciona de forma mista (parte é administrado pela cooperativa e parte pela iniciativa privada). O objetivo principal, segundo o coordenador estadual, é inserir o pequeno produtor nos ganhos da cadeia produtiva.
Expectativa de bons negócios:
Os criadores esperam que o abatedouro melhore o preço pago atualmente pelo quilo do animal, além da garantia de compra. Ênio Santo de Lima, 39, de Capela do alto Alegre, a 26 km de Pintadas, por exemplo, tem um rebanho de 65 matrizes de caprinos na Fazenda Tiririca. Hoje, o produtor recebe cerca de R$ 75,00 por arroba. Normário Juvêncio dos Santos, 44 anos, é outro que espera aumentar a renda depois do abatedouro. Ele tem ao todo 40 ovinos da raça Santa Inês, e cria matrizes para revender. “Espero que tenhamos mais mercado com a inauguração do frigorífico”, disse.
Simário de Oliveira Rios, dono da Fazenda Cajazeira, em Pintadas, confessa que cria ovinos devido ao baixo custo de alimentação. Ele mantém um plantel de 25 matrizes e mais três vacas. Destaca que o mercado potencial é Rio de Janeiro e São Paulo, onde os cortes especiais são valorizados. “Com o frigorífico, vai haver um abate em alta escala, o que vai estimular a criação
de mais animais”, destaca, lembrando que a Bahia detém o maior rebanho de caprinos do Brasil e o segundo de ovinos (só perde para o Rio Grande do Sul).
Quando estiver funcionando, o abatedouro vai prestar serviço para toda a região. “Num raio de 50 km, será cobrado R$ 20,00 por cabeça”, ressalta Edemário Marques de Almeida, 36, gerente do abatedouro e membro da cooperativa. Além da organização dos produtores, os órgãos públicos também estão ajudando. Existe um comitê gestor formado por representantes da prefeitura, Sebrae, ADAB, EBDA, cooperativa, Banco do Nordeste e Sicoob, que se reúne uma vez por mês para corrigir rumos, propor alternativas e dar encaminhamentos.
O prefeito local, Walcyr Almeida, dá o exemplo. Além de ser um dos cooperados tem um rebanho de 100 cabeças de caprinos, segundo ele um animal com carne mais saborosa e saudável que a de ovino. “Minha expectativa é grande com relação ao início dos trabalhos do abatedouro, que vai gerar mais emprego e renda para a população”, destaca o prefeito, lembrando que o empreendimento foi construído pelos próprios produtores, que acreditaram desde o início nessa forma de produzir carne legal e certificada.

Serviço:
Sebrae na Bahia - (71) 3320-4300

quarta-feira, 12 de março de 2008

PROGRAMA SEMEANDO - 2008

Programa Semeando
O QUE É O PROGRAMA?
O Programa SEMEANDO é um conjunto de ações da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária - SEAGRI, através da Superintendência de Agricultura Familiar - Suaf e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA para assegurar sementes e mudas de boa qualidade, no tempo certo, para os agricultores familiares da Bahia.
COMO VÃO SER DESENVOLVIDAS AS AÇÕES?
De forma emergencial - com ações que visam atender às necessidades emergenciais, por isso o Governo do Estado está comprando sementes e mudas para distribuição;
Por estocagem - ações voltadas para a produção de estoques estratégicos, com implantação de campos nas áreas irrigadas das unidades de pesquisa da EBDA;
Estruturação de bancos de sementes - O SEMEANDO também capacita os agricultores para produzirem suas próprias sementes e mudas, além de apoiar financeiramente a constituição de bancos de sementes comunitários.
O QUE SE ESPERA?
A expectativa do Governo Estadual é de que, aos poucos, os agricultores, as comunidades e os municípios produzam e guardem suas próprias sementes, diminuindo a dependência do Estado e gerando autonomia local.
O QUE VAI ACONTECER NESTE ANO DE 2007?
A EBDA e a Suaf já iniciaram a capacitação para 80 produtores de sementes e começaram a plantar sementes de qualidade no campo experimental da Seagri, em Utinga.
Para os agricultores que plantam agora, no verão, foram compradas, para distribuição, 2.000 toneladas de sementes de feijão, milho, mamona e inhame; 366 mil mudas de fruteiras e 26 toneladas de sementes de hortaliças, beneficiando 55 mil agricultores familiares.
COMO SE DARÁ A DISTRIBUIÇÃODAS SEMENTES E MUDAS?
Para organizar o processo de distribuição com transparência, foi formada uma comissão estadual de sementes, composta por representantes da Suaf, EBDA, Fundo Estadual de Combate à Pobreza - Funcep, Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar - Fetraf, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia - Fetag, Movimento dos Sem Terra - MST e Movimento de Trabalhadores Acampados e Assentados da Bahia - CETA.
As empresas que ganharam as licitações feitas pela Seagri entregarão as sementes e mudas nos escritórios regionais da EBDA. Em cada município deverá ser formada também uma comissão municipal composta por representantes da EBDA, prefeitura, sindicato dos trabalhadores rurais e das igrejas. Onde houver CMDRS atuante, este deverá destacar uma comissão para a distribuição.
O transporte das sementes e mudas, do escritório regional da EBDA para os locais de distribuição, deverá ser providenciado localmente.
Cada município receberá uma quantidade de sementes e mudas proporcional ao número de agricultores familiares existentes.
Para receber as sementes, a comissão ou o CDMRS elaborará uma lista de beneficiá rios, considerando como prioritários os agricultores (ou agricultoras) que:
Não receberam crédito bancário para o plantio;
Sejam caracterizados como do Grupo B, do Pronaf;
Plantem menos de cinco hectares de lavouras;
Sejam assentados da Reforma Agrária.
DISTRIBUIÇÃO DE SEMENTES POR TERRITÓRIO DE IDENTIDADE
Programa de Distribuição de Sementes Safra Verão 2007/ 2008
TERMOS DE RECEBIMENTO DE SEMENTES
Comissão territorial
Comissão municipal
Comissão comunitária
Agricultores familiares
MAIORES INFORMAÇÕES
Escritórios locais e regionais da EBDA;
Superintendência de Agricultura Familiar da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia (semeando@seagri.ba.gov.br).
MAIORES INFORMAÇÕES
Superintendência de Agricultura Familiar - SUAF
Tels.: (71) 3115-2839/ 2700
Página da SUAF na Home Page Seagri

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

VIII EXPOPINTADAS - 08 A 11 DE NOVEMBRO DE 2007

EXPOSIÇÃO ESPECIALIZADA DE CAPRINOS E OVINOS
COM INCLUSÃO DE GADO DE LEITE E AGRICULTURA FAMILIAR


DE 08 A 11 DE NOVEMBRO DE 2007
PINTADAS-BA

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